A CAT acidente de trabalho comunica oficialmente uma ocorrência ou doença relacionada ao trabalho. O envio precisa ser rápido, mas rapidez não significa preencher de qualquer maneira. Dados divergentes sobre horário, local, agente causador, afastamento ou atendimento podem comprometer registros internos, eSocial, investigação e acompanhamento do trabalhador.
Quando a CAT deve ser emitida?
A comunicação se aplica aos acidentes típicos, de trajeto e às doenças ocupacionais, inclusive quando não há afastamento. A empresa deve comunicar até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, imediatamente, conforme a orientação oficial do serviço de registro da CAT.
Como organizar as informações antes do envio?
Um fluxo claro separa o atendimento emergencial da coleta documental, sem atrasar nenhum dos dois. RH, liderança e SST devem saber quem recebe a comunicação, quem confirma os dados e quem transmite o evento.
1. Atenda e preserve as informações iniciais
Priorize o atendimento ao trabalhador e registre horário, local, atividade executada e pessoas que presenciaram o fato. Fotografias e evidências devem ser coletadas com segurança, sem interferir no socorro ou expor indevidamente o empregado.
2. Confirme os dados do trabalhador e do vínculo
Valide matrícula, cargo, jornada, unidade, CNPJ do estabelecimento e endereço da ocorrência. Informações desatualizadas no cadastro são uma fonte comum de divergência na transmissão ao eSocial.
3. Descreva o fato com objetividade
Registre o que aconteceu, qual atividade estava em execução, qual parte do corpo foi atingida e qual agente esteve envolvido. Evite conclusões sem evidência ou descrições vagas que impeçam a compreensão do evento.
4. Transmita e investigue
Após o envio no prazo aplicável, preserve o protocolo e faça a análise das causas. A CAT registra a ocorrência, mas não substitui a investigação nem as medidas de prevenção necessárias para evitar repetição.

Quais dados precisam ser consistentes?
| Dado a conferir | Ponto de atenção | Possível impacto |
| Identificação e vínculo | Data, hora e jornada | Local da ocorrência |
| Agente e situação geradora | Parte do corpo atingida | Afastamento |
| Tipo de acidente | Dados do atendimento | Responsável pelo envio |
| Medidas imediatas | Retificação | Histórico |
A CAT substitui a investigação do acidente?
Não. A comunicação atende a uma obrigação de registro e proteção previdenciária, enquanto a investigação busca compreender causas imediatas, fatores organizacionais e falhas de controle. Uma descrição consistente ajuda a investigação, mas a empresa ainda precisa definir responsáveis, prazos e ações corretivas.
Conhecer os tipos de acidente de trabalho ajuda a classificar o evento, enquanto medidas para reduzir acidentes transformam os aprendizados em prevenção. As informações devem alimentar o PGR e os indicadores de SST.
Quais erros geram inconsistências?
- Esperar o fechamento da investigação para comunicar
- Omitir ocorrência sem afastamento
- Copiar descrição genérica de outro caso
- Usar cadastro antigo de cargo ou unidade
- Confundir data do fato com data do atendimento
- Arquivar sem protocolo e sem plano de ação
O serviço oficial de registro da CAT no portal Gov.br detalha a obrigação e os canais de comunicação. A empresa deve manter um procedimento simples, treinar quem recebe os relatos e revisar periodicamente se os dados transmitidos coincidem com prontuários, ponto, cadastro e investigação.
Como a Clinimed apoia a gestão de acidentes?
A Clinimed apoia empresas na integração entre saúde ocupacional e segurança do trabalho, ajudando a organizar registros, investigar causas e definir medidas preventivas.
Com informações consistentes, a CAT deixa de ser um formulário isolado e passa a alimentar decisões sobre riscos, treinamentos, procedimentos e acompanhamento de saúde.





